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Notícias e artigos selecionados sobre saúde, endocrinologia e metabolismo.
Excesso de peso atinge 52% dos brasileiros, aponta Ministério da Saúde
Uma pesquisa divulgada pelo Ministério da Saúde mostrou que metade da população brasileira está acima do peso. Conforme dados coletados pelo Vigitel de 2014, 52,5% da população adulta do país estava acima do peso ideal, um aumento de 23% em relação a nove anos antes, quando a taxa era de 43%. O índice de obesidade, quando o IMC está acima de 30, apresentou estabilização nos últimos três anos, mas ainda era considerado alto, atingindo 17,9% dos brasileiros.
O levantamento mostrou que o sobrepeso é maior entre homens (56,5%) do que entre mulheres (49,1%), e mais frequente entre pessoas de 45 a 64 anos e com menor escolaridade. São Luís (MA) apresentou o menor índice de excesso de peso, enquanto Manaus (AM), Porto Velho (RO) e Fortaleza (CE) lideraram o ranking. São Paulo foi a capital onde menos se pratica atividade física.
A Organização Mundial da Saúde recomenda 150 minutos semanais de atividade física; ainda segundo a entidade, 3,2 milhões de mortes por ano no mundo são atribuídas à atividade física insuficiente. A pesquisa ouviu 40.853 pessoas com mais de 18 anos nas 27 unidades da federação.
Quilos extras na gravidez afetam imunidade do bebê
A ciência já demonstrou que, durante a gestação, a saúde da mãe afeta diretamente o bem-estar do bebê, sendo sabido que o excesso de peso materno aumenta o risco de doenças respiratórias e problemas cardiovasculares nas crianças. Um estudo publicado na revista Pediatric Allergy and Immunology revelou que os quilos extras da gestante também são responsáveis por enfraquecer o sistema imunológico do recém-nascido, aumentando a suscetibilidade a doenças.
Na pesquisa, foram acompanhadas 39 mulheres e seus filhos, divididos em três grupos conforme o índice de massa corporal (peso saudável, sobrepeso e obesidade). Bebês nascidos de mães obesas apresentaram células imunes “enfraquecidas”, com respostas muito inferiores aos antígenos bacterianos em comparação às crianças de mães com peso saudável, o que pode comprometer inclusive a resposta a vacinas.
10 coisas que você precisa saber sobre osteoporose
O osso, além de sustentar o organismo, é fonte de cálcio, necessário para funções como os batimentos cardíacos e a força muscular. A osteoporose é uma doença que se caracteriza pela diminuição da massa óssea, tornando os ossos ocos, finos e mais sujeitos a fraturas. É uma doença silenciosa, que raramente apresenta sintomas antes de uma fratura, por isso exames preventivos são recomendados.
As mulheres são as mais atingidas, já que a queda do estrogênio na menopausa acelera a perda de massa óssea; estima-se que 10 milhões de brasileiros sofram de osteoporose. Os locais mais comuns de fratura são a coluna, o quadril, o punho e o braço, sendo a fratura do colo do fêmur a mais perigosa. O diagnóstico precoce é feito por densitometria óssea, recomendada para mulheres a partir de 65 anos e homens a partir de 70 anos, ou antes, se houver fatores de risco.
A prevenção deve começar na infância, com alimentação rica em cálcio, exposição ao sol para produção de vitamina D e atividade física regular ao longo da vida. Mesmo com esses cuidados, parte das pessoas desenvolverá a doença por fatores genéticos, mas existem tratamentos eficazes, e o acompanhamento deve ser feito por um endocrinologista.
Açúcar em excesso faz mal para os rins, cérebro e coração
De acordo com a Organização Mundial da Saúde, adultos e crianças devem reduzir a ingestão de açúcar livre para menos de 10% das calorias diárias, o equivalente a seis colheres de chá por dia. No Brasil, 61% das pessoas consomem açúcar em excesso, muitas vezes sem perceber, já que ele está presente em alimentos considerados salgados, como o catchup, e aparece nos rótulos sob nomes como maltodextrina, açúcar invertido, xarope de milho, frutose e lactose.
A reportagem também esclareceu a diferença entre suco natural, suco adoçado e néctar: o suco natural tem 100% de fruta, sem adição de água, corante ou conservante, enquanto o néctar é feito com no mínimo 40% de suco de fruta e pode conter até uma colher de sopa de açúcar por copo.
Além da obesidade, o excesso de açúcar tem efeito deletério nos vasos dos rins, do cérebro e do coração, agindo diretamente no centro do prazer cerebral e provocando picos glicêmicos que aumentam o risco de obesidade, diabetes, infartos e até depressão e demência.
Cirurgia bariátrica, obesidade severa e expectativa de vida
Um estudo avaliou o impacto de longo prazo da cirurgia bariátrica na expectativa de vida de pacientes com diabetes, com base em dados de três grandes coortes, somando mais de 200 mil pacientes. Os resultados mostraram que uma mulher de 45 anos com diabetes e IMC de 45 kg/m² ganharia um adicional de 6,7 anos de expectativa de vida com a cirurgia bariátrica.
Esse ganho, porém, diminui conforme o IMC aumenta, e a partir de um IMC de 62 kg/m² o tratamento não cirúrgico passa a estar associado a maior expectativa de vida, tanto para homens quanto para mulheres. Os autores concluíram que a cirurgia bariátrica melhora a expectativa de vida da maioria dos pacientes obesos com diabetes, mas pode reduzi-la em casos de obesidade extremamente severa.
Uso do hCG para emagrecimento não tem comprovação científica
A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e da Síndrome Metabólica (ABESO) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) emitiram um posicionamento conjunto sobre o uso da Gonadotrofina Coriônica Humana (hCG) para tratamento da obesidade, já que muitos médicos vinham administrando a substância com essa finalidade.
Segundo as duas entidades, não há evidências científicas que sustentem essa prática, e alguns estudos demonstram efeitos deletérios do uso do hCG sem controle adequado.
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