Áreas de atuação

Tireoide

Com forma parecida com a de uma borboleta, a glândula tireoide fica localizada na parte anterior do pescoço e é responsável direta ou indiretamente por diversas funções em nosso organismo.

O que é?

Localizada centímetros acima da traqueia, logo abaixo do "Pomo de Adão", a tireoide pertence ao sistema endócrino, que é formado por muitas outras glândulas: hipotálamo, hipófise, paratireoide, suprarrenal, pâncreas e gônadas (testículos para os homens e ovários para as mulheres). Os problemas de tireoide têm se tornado cada vez mais frequentes e são até 8 vezes mais comuns nas mulheres do que nos homens.

Os hormônios tireoidianos agem na função de órgãos importantes como o coração, cérebro, fígado e rins. Interferem, também, no crescimento e desenvolvimento das crianças e adolescentes; no peso; na memória e concentração; no humor e controle emocional; na regulação dos ciclos menstruais e na fertilidade.

Dois hormônios se destacam na atuação da tireoide: o T3 e o T4. Quando ocorre queda na produção desses hormônios, acontece o hipotireoidismo, um dos distúrbios mais comuns da glândula. Entretanto, se o problema é o excesso de produção desses hormônios, pode ocorrer o hipertireoidismo. A tireoide também pode ser acometida por nódulos e até câncer.

As principais doenças da glândula tireoide, como a tireoidite de Hashimoto e a doença de Graves, têm uma origem autoimune, ou seja, são provocadas pelo surgimento de anticorpos contra a própria tireoide. Atualmente, os endocrinologistas conseguem identificar, através de exames de sangue, a presença de pelo menos três anticorpos antitireoidianos: anti-TPO, TRAb e anti-tireoglobulina. Quem regula a produção dos hormônios da tireoide é o TSH, secretado pela hipófise, glândula considerada "maestro da endocrinologia".

Hipotireoidismo

É a diminuição da produção dos hormônios da tireoide. Tudo começa a funcionar mais lentamente no corpo: o coração bate mais devagar, o intestino prende e o crescimento pode ficar comprometido. Ocorre, também, diminuição da capacidade de memória; cansaço excessivo; dores musculares e articulares; sonolência; pele seca; ganho de peso; aumento nos níveis de colesterol no sangue; e até depressão. Na verdade, o organismo nesta situação tenta "parar o indivíduo", já que não há "combustível" para ser gasto. Em casos extremos pode levar ao coma.

Hipertireoidismo

É o aumento da produção dos hormônios da tireoide. Nesse caso, tudo funciona rápido demais: o coração dispara; o intestino solta; a pessoa fica agitada; fala demais; gesticula muito; dorme pouco, pois se sente com muita energia, mas também muito cansada.

Tanto no hipo como no hipertireoidismo, pode ocorrer um aumento no volume da tireoide, que se chama bócio, e que pode ser detectado através do exame físico. É importante, além do diagnóstico, identificar a causa do distúrbio que está afetando a glândula, para que o tratamento seja programado de forma precisa.

Nódulo de tireoide — O que é?

Um nódulo de tireoide é uma massa de tecido tireoidiano que cresceu ou um cisto cheio de líquido que se forma na tireoide. Nódulos são muito comuns. As chances de desenvolver nódulos aumentam à medida que você envelhece. Embora os sintomas não sejam comuns, um nódulo grande pode, às vezes, causar dor, rouquidão ou atrapalhar a engolir ou respirar.

Os médicos se preocupam com nódulos da tireoide porque eles podem, às vezes, ser cancerígenos. O câncer de tireoide é encontrado em cerca de 8% dos nódulos nos homens (8 em cada 100) e em 4% dos nódulos em mulheres. Assim, cerca de 90% dos nódulos de tireoide são benignos (não cancerosos).

A causa da maioria dos nódulos benignos não é conhecida, mas eles são, muitas vezes, encontrados em membros de uma mesma família. Em âmbito mundial, a deficiência de iodo na dieta é uma causa muito comum de nódulos.

Diagnóstico do nódulo de tireoide

A maioria dos nódulos da tireoide são encontrados durante um exame físico de rotina. Depois de um nódulo ser encontrado, o médico realizará testes de laboratório para saber se o nódulo é hiperfuncionante (produtor de muito hormônio tireoidiano, chamado de "nódulo quente") ou hipofuncionante (não produtor de hormônio tireoidiano, chamado de "nódulo frio").

No entanto, esses testes não são suficientes para descartar um câncer de tireoide. Para reunir mais informações sobre o nódulo, o médico pode solicitar um ou mais dos seguintes exames:

  • Biópsia aspirativa por agulha fina: usa-se uma agulha fina para remover células ou amostras de fluido do nódulo. Este teste é muito preciso para a identificação de nódulos cancerosos ou "suspeitos".
  • Ultrassonografia da tireoide: é realizada para obter um retrato exato da tireoide e ver se o nódulo é sólido ou preenchido com fluido (cisto). Embora esse exame não possa dizer se o nódulo é canceroso, é muito útil para guiar uma agulha usada para aspirar as células do nódulo, procedimento chamado de "punção aspirativa guiada por agulha fina".
  • Cintilografia de tireoide: utiliza uma pequena quantidade de iodo radioativo e uma câmera especial para obter uma imagem da tireoide e saber se o nódulo é hipo ou hiperfuncionante. Geralmente é feito quando o médico suspeitar que o nódulo seja quente.

Tratamento do nódulo de tireoide

O tratamento depende do tipo de nódulo da tireoide. Especialistas recomendam a remoção cirúrgica da tireoide para nódulos cancerosos ou suspeitos. Após a cirurgia, terapia com iodo radioativo pode ser usada para destruir quaisquer células tireóideas remanescentes.

Outros tipos de nódulos, mesmo quando eles não são cancerosos, precisam ser removidos quando ficam muito grandes e causam problemas para engolir ou respirar.

Nódulos hiperfuncionantes quase nunca são cancerosos, mas eles podem causar hipertireoidismo (aumento nos níveis dos hormônios da tireoide no organismo), que pode levar a problemas de saúde. Estes nódulos podem ser removidos cirurgicamente ou tratados com iodo radioativo.

A cada 6 a 12 meses, seu médico precisa monitorar todos os nódulos de tireoide que não foram removidos. Este acompanhamento pode envolver exame físico, exame de ultrassom da tireoide ou ambos. Se o nódulo crescer, você pode precisar repetir a biópsia por agulha fina. Mesmo se esta biópsia mostrar que o nódulo é benigno, o médico pode recomendar a remoção cirúrgica de um nódulo que está crescendo.

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