Áreas de atuação

Colesterol e Triglicerídeos

A dislipidemia é caracterizada pela presença de níveis elevados de lipídios (gorduras) no sangue, colocando as pessoas em alto risco cardiovascular quando em excesso.

O que é?

Colesterol e triglicerídeos estão incluídos entre essas gorduras, que são importantes para que o corpo funcione. No entanto, quando em excesso, colocam as pessoas em alto risco cardiovascular.

Nos dias atuais — onde predominam o sedentarismo, alimentação rica e abundante em gordura e açúcar livre, a obesidade, o estresse e o tabagismo — os estudos têm demonstrado que as placas de gordura nas artérias (circulação) começam muito cedo. A estimativa é a de que, aos 20 anos, cerca de 20% das pessoas estarão afetadas de alguma forma. Assim, os eventos finais deste processo, infarto e derrame, são as maiores causas de mortalidade.

O risco de aterosclerose coronariana aumenta significativamente em pessoas com níveis de colesterol total e LDL acima dos patamares da normalidade. Para o colesterol HDL, a relação é inversa: quanto mais elevado seu valor, menor o risco. Algumas formas de dislipidemia também podem predispor à pancreatite aguda.

Tipos de dislipidemias

Existem as dislipidemias primárias e as secundárias. As primárias são de causa genética. As secundárias podem ser provenientes de outros quadros patológicos, como o diabetes, por exemplo, e também podem ser originadas por medicamentos — como os corticosteroides — ou ainda em situações de alcoolismo e uso de anabolizantes.

Diagnóstico

O diagnóstico da dislipidemia é feito, laboratorialmente, medindo-se os níveis plasmáticos de colesterol total, LDL, HDL e triglicerídeos. Estes exames podem ser solicitados por um endocrinologista.

Tratamento

A obesidade tem influência significativa no metabolismo lipídico e deve ser encarada como importante fator na sua interpretação e tratamento. Pessoas com diabetes tipo 2 têm maior prevalência de alterações do metabolismo dos lipídios. Assim, o tratamento da dislipidemia nesses pacientes pode reduzir a incidência de eventos coronários fatais, entre outras manifestações de morbimortalidade cardiovascular.

Uma dieta hipocalórica, pobre em ácidos graxos saturados e colesterol, é fundamental para o tratamento da dislipidemia. A atividade física moderada, realizada durante 30 minutos, pelo menos cinco vezes por semana, auxilia na perda de peso e na redução dos níveis de colesterol e triglicerídeos. Mesmo assim, ainda pode ser necessária a administração de medicamentos.

Fonte: SBEM – Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia

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